Thursday, January 10, 2008

Precisava ser Jamaicana...

Preciso de um favor. Será que alguém me pode emprestar:

- Uma peruca com cabelo de “rasta”?
- Uma imagem do Bob Marley para poder fazer uma aplicação numa peça de roupa?
- Umas letras das musicas do Bob Marley para decorar?
- Um charro para andar sempre com ele na mão?
- Um lenço com as cores da bandeira da Jamaica para andar sempre com ele aos pescoço?
- Um atlas para poder saber qual a capital da Jamaica?
- Um CD de inglês da Jamaica?
- E já agora, pode ser um passaporte Jamaicano?

Eu explico, esta minha necessidade…

Vou de férias para a neve, e fui ontem informada que me pretendem levar, como presente de aniversário, para uma pista onde posso fazer uma espécie de Bobsleigh ou Bobsled. Não sei se estão bem a ver o que é, mas reza a lenda que este desporto foi criado por uns gays de New York, onde 2 bichas doidas se metem dentro de um trenó e vêm aos gritinhos por ai abaixo desafiando a lei da gravidade.

É claro que alguns não devem ter conhecimento da parte “gay” deste desporto, nem se devem lembrar dele dai, mas todos se lembram daquele filme da Disney, "Cool Runnings", em que uma equipa da Jamaica luta que se farta nos Jogos Olímpicos de Calgary. Claro que como aquilo é um filme e mesmo sendo de baixo orçamento tem sempre aquela coisa de “heróico” e “vencedor” e pronto acho que até os moços de esforçaram e surpreenderam toda a gente pela positiva (ficaram num honroso 14º lugar e isso, se eles fossem portugueses eram manchete em todos os jornais e se calhar ate eram recebidos pelo Presidente e recebiam alguma medalha de honra de qualquer coisa, porque nós gostamos muito de honrar quem se esforça, não se ganha nada mas é esforçado pronto, tem direito a prémio).

Bem, eu não vou fazer Bobsleigh, porque além do mais é contra os meus principios morais e religiosos, mas mesmo pensando em qualquer coisa parecida já é grave.

Então agora já posso parar com as explicações e já perceberam porque preciso daquelas coisas que estão na lista lá de cima não é? É que como “gay” não ia lá. Por isso opto pelo mais fácil. Transformar-me em Jamaicana. Acho que disfarço mais e além do mais, após o tal filme… acho que ia mesmo ser um sucesso…

Homenagem á minha mãe

Quem me conhece sabe bem do meu gosto de brincar aos médicos, não do modo que estão a pensar, mas seguindo os conselhos do Dr. Oz, os ensinamentos do Dr. Augusto Cury, e de me armar em Dr. Phill. E quem não me conhece fica a saber deste meu gosto.

Mas não pensem que isto me veio por ver demasiada televisão (bem, pelo menos o canal da Sic Mulher) ou por andar a ler livros de borla na Fnac. Não, nada disso. Quer dizer, até daria para acreditar e confundir esta minha “queda” pela medicina, mas não. Por isso pretendo também, aqui e agora, esclarecer-vos a vós meus caros. Esta minha paixão, este meu gosto pela medicina e comportamentos, este meu hobby, chame-mos assim, vem-me por herança genética pelo lado materno.

Descobri o que há muito já desconfiava. A minha mãe é um Instituto Ricardo Jorge vivo!
È verdade, a D. Joaquina Vieira, acabou de descobrir uma nova doença.

Ela que já havia descoberto o gene do “narro”, que não supõe a utilização de nenhum aparelho complicado, nem TAC’s, nem outros exames caros e complexos, nem exames de sangue, nem de ADN, nem nada do que se possa pensar. Para se identificar este gene é fácil. Põe-se o paciente numa sala com as paredes pintadas (se as paredes tiverem sido pintadas de branco o gene isola-se muito mais depressa) podendo para o feito até ter alguns sofás ou bancos espalhados pela sala. Se o paciente, mesmo apesar da presença dos bancos, cadeiras e sofás, puser as mãos na parede para se apoiar (o que normalmente nós chamamos de “agarrar-se á parede como se ela fosse cair”), então o gene está identificado: o paciente é “narro” (atenção, este “narro” deverá ser lido como se estivesse escrito com 4 r’s e um ponto de exclamação no fim, assim: “narrrro!”)

Ela que já havia descoberto muitas acabou de contribuir para a ciência com mais uma descoberta.

Aqui está a ultima descoberta deste grande nome da medicina e psicologia comportamental mais antiga mas sempre moderna, a Srª D. Joaquina Vieira, acabou de descobrir o “Buçalismo”.

O “Buçalismo” é uma doença comportamental. O paciente mostra, perante ambientes novos dificuldade em se relacionar, sendo acometido por diversos ataques de “saídas parvas”, não sabendo estar calado, comer sem modos nem moderação, beber sem moderação, entre outros sintomas. O “Buçalismo” apesar de não ser uma doença geneticamente transmissível, muitas vezes acaba por ser passada de geração em geração porque acaba por ficar tão enraizada no comportamento da família que os próximos a nascerem já nascem uns pequenos “buçais” ou “Buçalinhos” (como tenho a certeza que diria a minha mana Cinda), porque em adulto o paciente já é chamado de “Buçal”.

Espero que se faça jus a esta descoberta e que esta doença possa figurar em todos os dicionários médicos nacionais, antes que os africanos a tomem como descoberta deles!

Friday, January 04, 2008

Acabou 2007

Acabou o ano de 2007. O meu ano de milagres.

Quando eu olho para o dia 1 de Janeiro de 2007, vejo-me de pé, encostada na bancada da casa da minha querida Lélia, a comentar o estado de saúde do meu mano. De como estava preocupada pelo agravamento do estado de saúde dele.Uma doença sem nome e sem cura. Não fazia ideia de onde aquilo ia parar.

Um mês depois foi o meu aniversário e eu celebrei esse tão maravilhoso dia no Hospital de Santa Maria, na companhia do meu mano e com a minha Princesa escondida quase debaixo da mesa da sala de convívio porque não tinha idade para entrar no hospital. Ele tinha sido internado para fazer exames médicos para tentarem descobrir uma cura para ele, ou pelo menos o nome de tal doença.

Mas mês após mês via o meu irmão a perder capacidades motoras. Tanto que eu chorei pensando no meu mano, vendo-o a perder capacidades motoras.

Todos os dias tentava beber da fé da minha filha, da minha Princesa, que todos os dias me dizia cheia de confiança: “mãe o tio vai ficar curado! Tu vais ver!”. E todos os dias queria telefonar para o tio para saber quantos ataques ele tinha tido, porque ela dizia: “Um dia o Tio vai ter 3 ataques num dia, depois vai ter 2 e vai haver um dia em que ele vai ter 1 e depois vais ver mãe, o Tio vai ficar completamente curado!”.

E o primeiro semestre do ano foi muito duro e difícil. Confesso que houve um tempo em que já nem ousava pedir a cura, só pedia a Deus que sempre o protegesse nas quedas que ele dava. Que impedisse que ele se magoasse, que sarasse o seu interior, que nos ajudasse a dar-lhe a melhor qualidade de vida possível. E sempre que eu orava assim, a minha Princesa me repreendia, dizendo, “mãe o meu Tio vai ficar curado! Ele não vai viver com esses ataques”. E todos os dias nós orávamos por toda a equipa médica dele, para que Deus os abençoasse e lhes desse a sabedoria para poderem perceber que doença era aquela mas que sobretudo nunca se esquecessem dele.

Até que um dia o milagre aconteceu.

Nesse dia a minha Princesa veio ter comigo e disse: “Vês mãe? O que te dizia eu? Achavas que Deus não ia curar o Tio? Isso é que era mesmo impossível!”, e depois acrescentou:

- “As pessoas só não acreditam em Deus e dizem que Ele não faz nada por elas porque nunca lhe pedem nada. Era tão simples, bastava pedirem e nunca duvidarem que Ele vai dar o que pedirem.”

Tão simples não é?

O que vamos querer fazer com o nosso ano de 2008?

Eu já decidi, quero continuar a viver milagres na minha vida.