Wednesday, November 14, 2007

O Woody Allen é que tem razão

Custa-me muito a admitir, mas o Woody Allen tem razão, o nível de criminalidade no Canadá só é muito baixo porque ninguém assalta ninguém, nem mata ninguém na rua com aquelas temperaturas tão baixas. Ainda morremos nós gelados no regresso.

E senão vejamos o CSI. Já viram como são as mortes no CSI?

No CSI Miami toda gente morre de fato de banho, á beira da piscina, na praia, em festas malucas onde os convidados andam com roupas mais curtas que o meu orçamento mensal. Há pelo menos 2 assassinatos deste género por turno da equipa do H.

No CSI LV toda gente morre á saída das discotecas, das festas, na rua, nos parques, em hotéis com as janelas abertas, no deserto… E lá está a equipa do Grissom, todos com roupas da colecção “primavera/verão” a tentar decifrar 2 assassinatos por turno.

Mas vocês já repararam no CSI NY? Já viram bem onde morre o pessoal? Em casa, nos locais de trabalho (com as janelas fechadas), em parques de estacionamento, nos carros, em fabricas, em lojas, e porquê? Porque está mais frio do que nas outras duas cidades. E até os agentes andam sempre de casacos, cobertos até às orelhas, uma pessoa nem consegue fazer comparações entre os “peitorais” desta equipa, os do Mr. Delco e os do Mr. Brown. Resultado, a equipa de NY sai sempre a perder… e claro que baixam as audiências…

Ontem deu um CSI NY em que um fulano que negociava diamantes foi morto na rua, mesmo já á entrada de casa. Estão espantados? Eu também fiquei. Quando chegou a agente do CSI, comentou logo com o colega:
-“E então este calor que está?”
Respondeu ele:
- “É verdade, parece que já chegou o verão.”

Estão a ver o que eu dizia? Chegou o verão a NY já há mortes ao ar livre. O Woody Allen é que tem razão.

Thursday, November 08, 2007

Vida de rato é lixada...

Já tinha ouvido falar dos ratos de laboratório e de como não têm as vidas nada facilitadas.

Depois vieram os filmes com ratos, o “Por água abaixo” e o “Ratatouie” e inundaram o nosso imaginário com as vidinhas quotidianas dos nojentos ratos que infestam as nossas cidades, mas em qualquer dos casos os ratos também não tinham uma vida nada fácil. O que nos levava a pensar que se vida de cão já era tramada a vida de rato era muito mais lixada.

Até que ontem a minha Princesa me falou num outro rato. Um rato que, deixem que vos diga, não queria ter as funções dele por nada deste mundo.

Ontem, a caminho de casa ao fim do dia ela comentava comigo:
- Mãe, tenho um rato no estômago a fazer-me fome…

E durante todo o tempo, até à hora do jantar, ela foi contando o que o rato ia fazendo. Roía aqui, roía ali, mas sempre a trabalhar, causando-lhe imensa fome. Até que por fim, lá jantamos e eu pensei que o rato se tinha desvanecido, ou pelo menos entrado de folga até á hora da próxima refeição. Quando ela, já na cama, e após a oração da noite diz.
- Mãe, lembras-te daquele rato que andava no meu estômago?
- Sim, lembro-me…
- Pois, agora desceu para o intestino grosso e está-me a fazer fezes…

“Que vida lixada a desse rato!”- pensei eu… “Bem, só espero que ele lave as mãos a seguir a essa tarefa”, comentei eu enquanto afastava o edredão…