Acabou 2007
Acabou o ano de 2007. O meu ano de milagres.
Quando eu olho para o dia 1 de Janeiro de 2007, vejo-me de pé, encostada na bancada da casa da minha querida Lélia, a comentar o estado de saúde do meu mano. De como estava preocupada pelo agravamento do estado de saúde dele.Uma doença sem nome e sem cura. Não fazia ideia de onde aquilo ia parar.
Um mês depois foi o meu aniversário e eu celebrei esse tão maravilhoso dia no Hospital de Santa Maria, na companhia do meu mano e com a minha Princesa escondida quase debaixo da mesa da sala de convívio porque não tinha idade para entrar no hospital. Ele tinha sido internado para fazer exames médicos para tentarem descobrir uma cura para ele, ou pelo menos o nome de tal doença.
Mas mês após mês via o meu irmão a perder capacidades motoras. Tanto que eu chorei pensando no meu mano, vendo-o a perder capacidades motoras.
Todos os dias tentava beber da fé da minha filha, da minha Princesa, que todos os dias me dizia cheia de confiança: “mãe o tio vai ficar curado! Tu vais ver!”. E todos os dias queria telefonar para o tio para saber quantos ataques ele tinha tido, porque ela dizia: “Um dia o Tio vai ter 3 ataques num dia, depois vai ter 2 e vai haver um dia em que ele vai ter 1 e depois vais ver mãe, o Tio vai ficar completamente curado!”.
E o primeiro semestre do ano foi muito duro e difícil. Confesso que houve um tempo em que já nem ousava pedir a cura, só pedia a Deus que sempre o protegesse nas quedas que ele dava. Que impedisse que ele se magoasse, que sarasse o seu interior, que nos ajudasse a dar-lhe a melhor qualidade de vida possível. E sempre que eu orava assim, a minha Princesa me repreendia, dizendo, “mãe o meu Tio vai ficar curado! Ele não vai viver com esses ataques”. E todos os dias nós orávamos por toda a equipa médica dele, para que Deus os abençoasse e lhes desse a sabedoria para poderem perceber que doença era aquela mas que sobretudo nunca se esquecessem dele.
Até que um dia o milagre aconteceu.
Nesse dia a minha Princesa veio ter comigo e disse: “Vês mãe? O que te dizia eu? Achavas que Deus não ia curar o Tio? Isso é que era mesmo impossível!”, e depois acrescentou:
- “As pessoas só não acreditam em Deus e dizem que Ele não faz nada por elas porque nunca lhe pedem nada. Era tão simples, bastava pedirem e nunca duvidarem que Ele vai dar o que pedirem.”
Tão simples não é?
O que vamos querer fazer com o nosso ano de 2008?
Eu já decidi, quero continuar a viver milagres na minha vida.
Quando eu olho para o dia 1 de Janeiro de 2007, vejo-me de pé, encostada na bancada da casa da minha querida Lélia, a comentar o estado de saúde do meu mano. De como estava preocupada pelo agravamento do estado de saúde dele.Uma doença sem nome e sem cura. Não fazia ideia de onde aquilo ia parar.
Um mês depois foi o meu aniversário e eu celebrei esse tão maravilhoso dia no Hospital de Santa Maria, na companhia do meu mano e com a minha Princesa escondida quase debaixo da mesa da sala de convívio porque não tinha idade para entrar no hospital. Ele tinha sido internado para fazer exames médicos para tentarem descobrir uma cura para ele, ou pelo menos o nome de tal doença.
Mas mês após mês via o meu irmão a perder capacidades motoras. Tanto que eu chorei pensando no meu mano, vendo-o a perder capacidades motoras.
Todos os dias tentava beber da fé da minha filha, da minha Princesa, que todos os dias me dizia cheia de confiança: “mãe o tio vai ficar curado! Tu vais ver!”. E todos os dias queria telefonar para o tio para saber quantos ataques ele tinha tido, porque ela dizia: “Um dia o Tio vai ter 3 ataques num dia, depois vai ter 2 e vai haver um dia em que ele vai ter 1 e depois vais ver mãe, o Tio vai ficar completamente curado!”.
E o primeiro semestre do ano foi muito duro e difícil. Confesso que houve um tempo em que já nem ousava pedir a cura, só pedia a Deus que sempre o protegesse nas quedas que ele dava. Que impedisse que ele se magoasse, que sarasse o seu interior, que nos ajudasse a dar-lhe a melhor qualidade de vida possível. E sempre que eu orava assim, a minha Princesa me repreendia, dizendo, “mãe o meu Tio vai ficar curado! Ele não vai viver com esses ataques”. E todos os dias nós orávamos por toda a equipa médica dele, para que Deus os abençoasse e lhes desse a sabedoria para poderem perceber que doença era aquela mas que sobretudo nunca se esquecessem dele.
Até que um dia o milagre aconteceu.
Nesse dia a minha Princesa veio ter comigo e disse: “Vês mãe? O que te dizia eu? Achavas que Deus não ia curar o Tio? Isso é que era mesmo impossível!”, e depois acrescentou:
- “As pessoas só não acreditam em Deus e dizem que Ele não faz nada por elas porque nunca lhe pedem nada. Era tão simples, bastava pedirem e nunca duvidarem que Ele vai dar o que pedirem.”
Tão simples não é?
O que vamos querer fazer com o nosso ano de 2008?
Eu já decidi, quero continuar a viver milagres na minha vida.

1 Comments:
Espero mesmo que o teu irmão esteja bom!
Para ter basta acreditar...e o milagre acontece.
Eu proprio já tive mal, muito mal, e não acreditava que ficasse bom.
Até que um dia um grande amigo meu, um irmão, me disse: João tu és muito novo para estares deitado nessa cama sem nada fazeres, levanta-te e acredita que ficas bem,ou queres morrer e deixares que as pessoas que te querem muito fiquem sem ti...tens bom corpinho para trabalhar nãoé para estares aí armado em doente! pensa nisso.
Eu pensei...essencialmente nesta ultima parte, em que ele me disse, tens corpinho pra trabalhar! e pensei,mas este gajo tá a gozar comigo,eu aqui a morrer de febres e este fulano quer me por a trabalhar?lol Adormeci nessa noite a pensar no que ele me tinha dito.
Não sei o que aconteceu nessa noite,mas acordei ás 6h da manhã com um calor infernal e pensei, esta febre que não me larga meu deus.
Meu Deus por favor tira-me esta febre, tira-me deste inferno e desta cama. e não é que ele tirou mesmo!? nessa altura acabei por adormecer,acordei mais tarde, morno, e cheio de sede e como não tinha ali ninguem para me dar agua tive que me levantar para a beber....nesse dia não voltei para a cama, apartir desse dia não tive mais febre.
E hoje estou aqui a escrever este testamento como comentário.
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