Filhos inteligentes
A vida de mãe nem sempre é fácil, alias, quase nunca é fácil, sobretudo quando Deus nos dá uma filha inteligente e nós arranjamos para pai da nossa filha um pai muito pouco inteligente, como eu fiz.
O pai da minha filha vai casar e a Princesa já me fez saber a opinião dela sobre este assunto.
-“Mãe, eu sei que é muito importante que as pessoas assumam os compromissos, eu sei tudo isso, e até acho muito bem que eles casem, só não acho bem que me obriguem a ir ao casamento. Porque não gosto que me obriguem a fazer coisas. Quando eu não gosto de fazer uma coisa, não faço e pronto. Não me obriguem.”
E ela dizia-me isto com toda a calma do mundo. Olhando-me nos olhos.
Eu sentei a Princesa no meu colo e expliquei-lhe que com certeza ninguém gosta de ser obrigado a fazer algo de que não gosta, eu não gosto, por isso acho normal que ela não goste. Mas há coisas que são saudáveis, que nos fazem muito bem, e nós quando olhamos á primeira vista pensamos: “Isto?!?!?!?!” como por exemplo, podemos não achar muita piada aos brócolos, mas se pensarmos no bem que eles fazem ao nosso organismo em vez de olharmos para o aspecto deles, vamos ter vontade de comer um prato cheio deles! E ir ao casamento do pai é isso mesmo. É como um prato cheio de brócolos. Podemos não estar de acordo, pode não ser o sonho da nossa vida, pelo contrário, pode mesmo ser o desabar de um sonho que tínhamos guardado dentro de nós, mas vai-nos fazer bem, cá dentro do nosso coração desde agora e durante toda a nossa vida termos participado num dia tão importante da vida do nosso pai. Ela que visse como uma prova de amor.
Ela levantou outra vez os olhos para mim e disse-me com toda a clareza:
-Pois é mãe, mas é isso mesmo. Esse dia é muito importante para o meu pai, mas eu também tenho coisas muito importantes na minha vida e o meu pai não quer participar nelas, porque razão eu tenho que ser obrigada a participar no que é importante para ele se ele não quer participar no que é importante na minha vida?
Fiquei completamente desarmada.
(Eu sei que ela falava do seu sonho de ser bailarina.)
Só me lembrava da Sara Catarino, essa sabia mulher, que dizia:
-“Não queriam filhos inteligentes? Pois, ai têm…”
O pai da minha filha vai casar e a Princesa já me fez saber a opinião dela sobre este assunto.
-“Mãe, eu sei que é muito importante que as pessoas assumam os compromissos, eu sei tudo isso, e até acho muito bem que eles casem, só não acho bem que me obriguem a ir ao casamento. Porque não gosto que me obriguem a fazer coisas. Quando eu não gosto de fazer uma coisa, não faço e pronto. Não me obriguem.”
E ela dizia-me isto com toda a calma do mundo. Olhando-me nos olhos.
Eu sentei a Princesa no meu colo e expliquei-lhe que com certeza ninguém gosta de ser obrigado a fazer algo de que não gosta, eu não gosto, por isso acho normal que ela não goste. Mas há coisas que são saudáveis, que nos fazem muito bem, e nós quando olhamos á primeira vista pensamos: “Isto?!?!?!?!” como por exemplo, podemos não achar muita piada aos brócolos, mas se pensarmos no bem que eles fazem ao nosso organismo em vez de olharmos para o aspecto deles, vamos ter vontade de comer um prato cheio deles! E ir ao casamento do pai é isso mesmo. É como um prato cheio de brócolos. Podemos não estar de acordo, pode não ser o sonho da nossa vida, pelo contrário, pode mesmo ser o desabar de um sonho que tínhamos guardado dentro de nós, mas vai-nos fazer bem, cá dentro do nosso coração desde agora e durante toda a nossa vida termos participado num dia tão importante da vida do nosso pai. Ela que visse como uma prova de amor.
Ela levantou outra vez os olhos para mim e disse-me com toda a clareza:
-Pois é mãe, mas é isso mesmo. Esse dia é muito importante para o meu pai, mas eu também tenho coisas muito importantes na minha vida e o meu pai não quer participar nelas, porque razão eu tenho que ser obrigada a participar no que é importante para ele se ele não quer participar no que é importante na minha vida?
Fiquei completamente desarmada.
(Eu sei que ela falava do seu sonho de ser bailarina.)
Só me lembrava da Sara Catarino, essa sabia mulher, que dizia:
-“Não queriam filhos inteligentes? Pois, ai têm…”
