Alegações da Princesa
Recebi uma notificação do Instituto de reinserção social para me apresentar, juntamente com a minha Princesa, para uma avaliação do estado da pequena.
O pai da minha princesa, um verdadeiro sapo, daqueles sapos mesmo sapos, que mesmo beijados milhares de vezes nunca chegam a príncipes, pediu a alteração de regulação do poder paternal em Julho do ano passado. Ora eu fui notificada em Dezembro para responder, respondi e agora em Maio a pequena é chamada para uma avaliação… os tribunais andam muito depressa nós sabemos… Alegava o pai, entre outras mentiras, que a criança sofria imenso com a separação do pai e que estava psicologicamente abalada pela distância imposta pela mãe, sobretudo porque a mãe tinha mudado de residência (do Barreiro para Lisboa, cidade onde ele trabalha e que distam de 15 min de transportes públicos (!!!) uma da outra), e que ao retirar a criança do “seu meio natural” (isto não sou eu a inventar, é “ipsis letris” ele usou estas palavras, eu já tinha ouvido estas palavras quando mudam os animais selvagens do seu “habitat” natural para um qualquer zoo, mas para uma criança… enfim, opções linguísticas talvez… mas como é com ele vamos continuar sem perceber…), dizia eu, ou melhor, ele, que ao retirar a criança do seu meio natural, de perto das pessoas que a amavam como tios e avós, a criança tinha sofrido um grave choque psicológico visível no comportamento da criança.
Eu nem vou comentar as alegações que ele apresentou, vou ficar pelas respostas da minha Princesa ontem á noite quando eu tentava explicar o que era este organismo, quem eram e o que iam fazer, porque como podem calcular esta situação assusta qualquer adulto quanto mais uma criança de 7 anos cuja única preocupação na vida é se a Marisa canta melhor do que ela ou não, e se há alguém na escola que dance hip-hop melhor do que ela… e claro se a mulher no Nick (dos Westlife) também engordou e ficou feia depois de ter os gémeos (aqui se nota a elevada nota feminina existente no ADN da Princesa J)
Então explicava eu que neste instituto eram todos muito amigos das crianças, que estavam lá para proteger de todas as crianças, para verificarem se s crianças iam á escola, se não sofriam maus tratos por parte de pessoas más, se sofressem eles afastavam as crianças dessas pessoas perigosas, eles eram sobretudo amigos das crianças. E ela interrompe-me:
- Meus amigos é que não são…
- Sim filha, são, porque eles só querem o teu bem, querem verificar onde há a verdade e a mentira, para depois poderem decidir o que é melhor para ti.
- Não são meus amigos não, eu não os conheço de lado nenhum! Para se ser amigo é preciso conhecer muito bem, e para mim eles são uns desconhecidos.
Depois, após várias explicações, exemplos e conversa diz ela:
- Olha se eu vou lá é só para dizer uma coisa – e erguendo o seu dedo em riste continua: Eles que nem pensem, mas que nem pensem que eu vou ficar impedida de viajar para o estrangeiro, eu viajo quando eu quiser! E o meu pai que nem pense, mas que nem pense que me vai impedir! Porque eu vou lá dizer: oiçam lá, se eu não poder viajar quem é que vai perder as oportunidades? O meu pai? Não, sou eu! Quem é que vai sair prejudicado? O meu pai? Não, sou eu! Por isso, nem pensem que eu não vou poder viajar até à Inglaterra! Nem me tentem impedir! O meu pai teve muita oportunidade de viajar se não viajou o problema é dele, eu adoro, simplesmente, adoro viajar e por isso nem me tentem impedir! E todas as coisas que faço é porque eu gosto! Eu gosto de ballet, gosto de hip-hop, gosto da minha escola e adoro viajar, por isso deixem-me fazer as coisas que gosto de fazer! E eu vivo muito feliz assim como vivo! Pronto é isso que lhes vou dizer, mas eles não são meus amigos.
Isto também é “ipsis verbis”. Pode custar a acreditar para quem não conhece a Princesa pessoalmente, que uma criança de 7 anos fale desta maneira, mas ela é mesmo assim, sempre foi. Custa a crer não é? Pois… parece ensinada não é? Pois… mas não é, isto é natural. Espero que técnico do instituto de reinserção social não venha a ter dificuldades em acreditar neste discurso natural. Mas por outro lado fico descansada, porque quem fala assim não é gaga e desta maneira o tal quadro negro psicológico descrito pelo pai fica reduzido ao tamanho necessário para que se possa escrever esta frase:
“Ne me lixés pas les cornes!”
Que já agora, deixem-me avisar, esta no mapa genético dela. Os técnicos do instituto amigo terão que fazer um exame de ADN a toda a família materna para perceberem que é natural, mais uma vez, natural…assim como a sede.
O pai da minha princesa, um verdadeiro sapo, daqueles sapos mesmo sapos, que mesmo beijados milhares de vezes nunca chegam a príncipes, pediu a alteração de regulação do poder paternal em Julho do ano passado. Ora eu fui notificada em Dezembro para responder, respondi e agora em Maio a pequena é chamada para uma avaliação… os tribunais andam muito depressa nós sabemos… Alegava o pai, entre outras mentiras, que a criança sofria imenso com a separação do pai e que estava psicologicamente abalada pela distância imposta pela mãe, sobretudo porque a mãe tinha mudado de residência (do Barreiro para Lisboa, cidade onde ele trabalha e que distam de 15 min de transportes públicos (!!!) uma da outra), e que ao retirar a criança do “seu meio natural” (isto não sou eu a inventar, é “ipsis letris” ele usou estas palavras, eu já tinha ouvido estas palavras quando mudam os animais selvagens do seu “habitat” natural para um qualquer zoo, mas para uma criança… enfim, opções linguísticas talvez… mas como é com ele vamos continuar sem perceber…), dizia eu, ou melhor, ele, que ao retirar a criança do seu meio natural, de perto das pessoas que a amavam como tios e avós, a criança tinha sofrido um grave choque psicológico visível no comportamento da criança.
Eu nem vou comentar as alegações que ele apresentou, vou ficar pelas respostas da minha Princesa ontem á noite quando eu tentava explicar o que era este organismo, quem eram e o que iam fazer, porque como podem calcular esta situação assusta qualquer adulto quanto mais uma criança de 7 anos cuja única preocupação na vida é se a Marisa canta melhor do que ela ou não, e se há alguém na escola que dance hip-hop melhor do que ela… e claro se a mulher no Nick (dos Westlife) também engordou e ficou feia depois de ter os gémeos (aqui se nota a elevada nota feminina existente no ADN da Princesa J)
Então explicava eu que neste instituto eram todos muito amigos das crianças, que estavam lá para proteger de todas as crianças, para verificarem se s crianças iam á escola, se não sofriam maus tratos por parte de pessoas más, se sofressem eles afastavam as crianças dessas pessoas perigosas, eles eram sobretudo amigos das crianças. E ela interrompe-me:
- Meus amigos é que não são…
- Sim filha, são, porque eles só querem o teu bem, querem verificar onde há a verdade e a mentira, para depois poderem decidir o que é melhor para ti.
- Não são meus amigos não, eu não os conheço de lado nenhum! Para se ser amigo é preciso conhecer muito bem, e para mim eles são uns desconhecidos.
Depois, após várias explicações, exemplos e conversa diz ela:
- Olha se eu vou lá é só para dizer uma coisa – e erguendo o seu dedo em riste continua: Eles que nem pensem, mas que nem pensem que eu vou ficar impedida de viajar para o estrangeiro, eu viajo quando eu quiser! E o meu pai que nem pense, mas que nem pense que me vai impedir! Porque eu vou lá dizer: oiçam lá, se eu não poder viajar quem é que vai perder as oportunidades? O meu pai? Não, sou eu! Quem é que vai sair prejudicado? O meu pai? Não, sou eu! Por isso, nem pensem que eu não vou poder viajar até à Inglaterra! Nem me tentem impedir! O meu pai teve muita oportunidade de viajar se não viajou o problema é dele, eu adoro, simplesmente, adoro viajar e por isso nem me tentem impedir! E todas as coisas que faço é porque eu gosto! Eu gosto de ballet, gosto de hip-hop, gosto da minha escola e adoro viajar, por isso deixem-me fazer as coisas que gosto de fazer! E eu vivo muito feliz assim como vivo! Pronto é isso que lhes vou dizer, mas eles não são meus amigos.
Isto também é “ipsis verbis”. Pode custar a acreditar para quem não conhece a Princesa pessoalmente, que uma criança de 7 anos fale desta maneira, mas ela é mesmo assim, sempre foi. Custa a crer não é? Pois… parece ensinada não é? Pois… mas não é, isto é natural. Espero que técnico do instituto de reinserção social não venha a ter dificuldades em acreditar neste discurso natural. Mas por outro lado fico descansada, porque quem fala assim não é gaga e desta maneira o tal quadro negro psicológico descrito pelo pai fica reduzido ao tamanho necessário para que se possa escrever esta frase:
“Ne me lixés pas les cornes!”
Que já agora, deixem-me avisar, esta no mapa genético dela. Os técnicos do instituto amigo terão que fazer um exame de ADN a toda a família materna para perceberem que é natural, mais uma vez, natural…assim como a sede.

1 Comments:
Pois é Mimi, nestas coisas, regra geral os homens são os que mais cobardemente se comportam.... e, claro, o tal é mesmo isso, uma pessoa tão sem carácter, que nem se importa com as perturbações que possa causar à filha. Como nestas coisas de instituições sou por natureza, desconfiado, até porque estas, as instituições, não mudam o caracter da pessoas muito humanas que nelas trabalham, só espero que calhe uma pessoa sensata, com experiência de vida (e não de compêndios de teoria dados da faculdade) e sabedoria prática.
Aos pais que se divorciam apenas posso dizer: SIGAM OS VOSSOS CAMINHOS, MAS POR AMOR DE DEUS POUPEM DAS CRIANÇAS ÀS VOSSAS QUESTIUNCULAS E DESEJOS DE VINGANÇA... E já, agora, poupem-se a vocês mesmos, a vida continua. Se a relação fracassou, curem-se e aprendam as competências emocionais para virem a construir uma nova relação, que venha a dar certo.
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