Cabelos electrizantes...
Ao fim de 13 anos na mesma empresa vou apresentar a minha carta de demissão e vou apresentar a minha candidatura para a EDP.
Mas não, não vou ser desses que andam para ai a tocar ás campainhas com toda a força e a gritar: “EDP! Leitura!!!”, vou-me candidatar mas para uma coisa maior! Não, também não é para nenhum cargo de directoria… acho que me vou candidatar a um posto de “fonte de energia”.
Vou seguir o conselho que um amigo meu me deu no sábado, dizia ele que eu não aproveitava os meios que eu tinha para poder fazer dinheiro extra, pois bem, mas agora estou decidida: vou usar! Vou usar o meu recurso natural, a minha própria electricidade.
Esta ideia já me tinha ocorrido no passado, quando um dia, em conversa com uns amigos meus ali no Príncipe Real e enquanto falávamos de pés, eu me lamentava do formato dos meus pés (em bico) e sobretudo do facto de ter o dedo comprido mesmo comprido (aquele ao lado do grandão, o 2º dedo a contar da esquerda para a direita se tivermos a olhar para o pé direito, mas se estivermos a olhar para o pé esquerdo terá que ser o 2º dedo a contar da direita para a esquerda). Explicou-me então uma das personagens envolvidas na conversa, que as pessoas que têm esse dedo comprido são pessoas iluminadas! Bem, nessa hora, nesse mesmo instante, eu percebi que eu podia andar pelas ruas escuras da cidade sem qualquer problema porque eu, com o tamanho do meu dedo comprido, trazia a luz do dia a qualquer beco escuro.
Nessa altura ainda pensei, envio ou não a minha candidatura á EDP?... Na dúvida, não o fiz. Mas este fim-de-semana algo apagou por completo a duvida que havia em mim relativamente a uma carreira de sonho na EDP. O meu cabelo!
No sábado lavei a cabeça, sequei o cabelo e ele ficou todo eriçado, olhei-me ao espelho e pensei: olha, pareço um ouriço”, mas pronto, evitei ver-me ao espelho durante o resto do dia e lá se fez como diz o ditado: longe da vista…. Domingo de manhã acordo e o cabelo ainda estava mais “ouriçado” que no dia anterior, dei-lhe com gel, com creme, com água, nada… parecia que o tinha lavado com champô azul dos laboratórios Pfizer… ao fim da tarde, já eu estava sem grandes esperanças relativamente ao cabelo, quando me telefona a cabeleireira, eu nem estive para aquelas conversas de como vais, como foi o dia, entrei logo a matar:
- “Não vais acreditar… o meu cabelo…”
- “O que foi?” – claro, com uma coisa destas ela ficou logo inquieta.
- “ Está eriçado, mas eriçado mesmo! Desde ontem e não há nada que o “des-eriçe”…
- “ Mas o corte é mesmo assim, para ficar eriçado…
- “ Pois, mas hoje está mesmo demais querida, não é só em cima, dos lados também…
- “ O teu cabelo tem muita electricidade, por isso é que se presta para esse corte. Quando é para ficar em pé ele fica em pé.
- “E quando não é?” – perguntei eu e ela riu-se…
Pois, quando não é para ficar em pé… ele fica na mesma em pé… e porquê? Porque como diz a cabeleireira: tem muita electricidade.
Sendo assim estou decidida: vou iniciar uma nova vida profissional, como fonte de energia e usando os meus recursos naturais da cabeça aos pés.
Mas não, não vou ser desses que andam para ai a tocar ás campainhas com toda a força e a gritar: “EDP! Leitura!!!”, vou-me candidatar mas para uma coisa maior! Não, também não é para nenhum cargo de directoria… acho que me vou candidatar a um posto de “fonte de energia”.
Vou seguir o conselho que um amigo meu me deu no sábado, dizia ele que eu não aproveitava os meios que eu tinha para poder fazer dinheiro extra, pois bem, mas agora estou decidida: vou usar! Vou usar o meu recurso natural, a minha própria electricidade.
Esta ideia já me tinha ocorrido no passado, quando um dia, em conversa com uns amigos meus ali no Príncipe Real e enquanto falávamos de pés, eu me lamentava do formato dos meus pés (em bico) e sobretudo do facto de ter o dedo comprido mesmo comprido (aquele ao lado do grandão, o 2º dedo a contar da esquerda para a direita se tivermos a olhar para o pé direito, mas se estivermos a olhar para o pé esquerdo terá que ser o 2º dedo a contar da direita para a esquerda). Explicou-me então uma das personagens envolvidas na conversa, que as pessoas que têm esse dedo comprido são pessoas iluminadas! Bem, nessa hora, nesse mesmo instante, eu percebi que eu podia andar pelas ruas escuras da cidade sem qualquer problema porque eu, com o tamanho do meu dedo comprido, trazia a luz do dia a qualquer beco escuro.
Nessa altura ainda pensei, envio ou não a minha candidatura á EDP?... Na dúvida, não o fiz. Mas este fim-de-semana algo apagou por completo a duvida que havia em mim relativamente a uma carreira de sonho na EDP. O meu cabelo!
No sábado lavei a cabeça, sequei o cabelo e ele ficou todo eriçado, olhei-me ao espelho e pensei: olha, pareço um ouriço”, mas pronto, evitei ver-me ao espelho durante o resto do dia e lá se fez como diz o ditado: longe da vista…. Domingo de manhã acordo e o cabelo ainda estava mais “ouriçado” que no dia anterior, dei-lhe com gel, com creme, com água, nada… parecia que o tinha lavado com champô azul dos laboratórios Pfizer… ao fim da tarde, já eu estava sem grandes esperanças relativamente ao cabelo, quando me telefona a cabeleireira, eu nem estive para aquelas conversas de como vais, como foi o dia, entrei logo a matar:
- “Não vais acreditar… o meu cabelo…”
- “O que foi?” – claro, com uma coisa destas ela ficou logo inquieta.
- “ Está eriçado, mas eriçado mesmo! Desde ontem e não há nada que o “des-eriçe”…
- “ Mas o corte é mesmo assim, para ficar eriçado…
- “ Pois, mas hoje está mesmo demais querida, não é só em cima, dos lados também…
- “ O teu cabelo tem muita electricidade, por isso é que se presta para esse corte. Quando é para ficar em pé ele fica em pé.
- “E quando não é?” – perguntei eu e ela riu-se…
Pois, quando não é para ficar em pé… ele fica na mesma em pé… e porquê? Porque como diz a cabeleireira: tem muita electricidade.
Sendo assim estou decidida: vou iniciar uma nova vida profissional, como fonte de energia e usando os meus recursos naturais da cabeça aos pés.

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