Wednesday, March 28, 2007

Ser Feliz

Esta manhã estava a ver o Dr. Phill, eu só me levanto cedo para ver o Dr. Phill, e nos seus conselhos do dia, ele dizia:

“A vida é feita de escolhas. Nos decretamos como vamos viver nos próximos 10 anos pelas escolhas que fazemos hoje”

E isso é bem verdade.
Há uma musica que eu ando sempre a cantar e até já ensinei á minha Princesa, que diz:

Raindrops keep falling on my head/ But that doesn't mean my eyes will soon be turning' red /Crying's not for me/ Cause I'm never gonna stop the rain by complaining' /Because I'm free/ Nothing's worrying me.

Nos podemos escolher ser felizes ou infelizes. A escolha é nossa.
Temos problemas, é verdade. Temos problemas gravíssimos é verdade. Temos outros problemas mais ligeiros é verdade. Há dias em que parece que a nossa vida é mesmo como diz a canção:

Raindrops keep falling on my head/ And just like the guy whose feet are too big for his bed /Nothing' seems to fit /Those raindrops are falling on my head, they keep falling

E nós refilamos, lamentamos, gritamos e culpamos tudo que existe desde o alto do céu até ao fundo da terra. Mas também é verdade que por fazermos isso tudo não vamos conseguir fazer parar a chuva.
Não tem nada a haver com o fugir dos problemas, nós não podemos evitar que chova e ate que apanhemos uma valente molha se a chuva nos apanhar desprevenidos mas se corrermos e procurarmos abrigo vai ser muito melhor do que se ficarmos ali parados á chuva.
Há uma história do Winnie de Pooh em que ele e os seus amigos sopram o céu para afastar as nuvens para verem o sol por detrás das nuvens. Porque não fazemos isso?
Escolher viver para ser feliz.
Feliz, por saber que acima daquelas nuvens há um sol que vai brilhar.
Uma amiga minha, que está a comprar casa, teve uma desagradável surpresa. Tirou o extracto bancário e deu-lhe o “estrangulomangulo” ao ver o valor que o banco tinha cobrado pelas “despesas de processo” como eles chamam. A coitada ficou para morrer, porque era muito mais do que o que ela estava a contar e não “sabia o que havia de fazer á vida”, como ela dizia. Tinha ficado lisa. Realmente não havia nada a fazer, contra os bancos não há nada a fazer (máfia!) E quando eu falei com ela, ela só falava desse episódio negativo, e estava tão abalada que só já quase para o fim da conversa eu me lembrei do motivo pelo qual tinha telefonado:
- Olha já me esquecia, foram ai levar os moveis conforme tinham dito?
- Sim e montaram tudo, ficou tudo certo, mas já viste o que aconteceu?
- O quê? Chegou alguma coisa partida?
- Não, não, com os móveis ficou tudo bem, com o banco…
E retomou o lamento…
- Mas olha, apesar disso devias estar feliz – disse eu – as tuas coisinhas já chegaram, a tua casa nova já está toda bonita e mobilada…
- Pois, mas tu já viste isto do banco? – Lamentava-se ela de novo.

Quando daqui a 10 anos ela quiser lembrar o dia em que se mudou para a sua casa nova só se vai recordar da má surpresa do banco. E sempre que olhar para a sua casa nova só se vai lembrar do episódio do banco. E nunca, nunca se vai lembrar da sensação boa que é estarmos na nossa nova casa e vermos os móveis a chegarem, a casa a ganhar forma.
E essa é uma sensação tão boa…
No dia da minha amiga aconteceram duas coisas, uma boa e uma má. Ela escolheu que o dia dela fosse marcado pela coisa má.
Como os moveis até chegaram antes de ela ter ido ao banco, eu, no lugar dela, teria voltado para casa, claro, sempre a praguejar com o banco inteiro e todo o sistema bancário, atirava-me para cima no meu belo sofá, olhava em volta, via a minha mesa lindíssima com as minhas cadeiras maravilhosas, erguia o meu copo e brindava dizendo:

- Grandes ladrões estes gajos dos bancos! Mas olhem, meus queridos, não me conseguem lixar o dia, estou na minha casa e estou muito feliz, que Deus me dê muita saúde para eu poder pagar as vossas taxas absurdas e quando eu não conseguir pagar que venham cá buscar o que é puderem, mas por enquanto: Aqui eu vou ser feliz!
E dançaria: com feeling…yeh, yeh…

Ser feliz é escolher o lado bom do dia.

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