Para que servem os homens?
Todos os dias nos perguntamos, sobretudo nos dias em que não há nenhum por perto e se o ultimo não nos foi de grande utilidade: “para que nos servem os homens?”.
Ontem, estava eu a deliciar-me debaixo de uns raios de sol á beira-rio, quando a conversa entre umas amigas sentadas num banco ao lado me chamou a atenção. Eram duas mulheres, na casa dos “quarentas”, sejamos simpáticas, loiras, como convém nessas idades, uma divorciada e pela proeminente barriga e pelo modo de vestir, digo eu, acredito que tenha tido um par de filhos e uns bons anos a cozinhar e a tratar de toda a casa, hoje, divorciada e com os filhos a dormirem até às 4 da tarde por terem chegado da discoteca as 8 da manhã, deu o grito do Ipiranga e decretou que já que eles não se dignam a almoçar com a mãe “nem aos domingos” ela ia deixar de fazer almoço e passar a almoçar fora porque até lhe saía mais barato e eles que comessem onde tinham estado até ás tantas da manhã, e por este motivo ela ali estava, a deliciar-se debaixo de uma sombra, sim porque aquela pele branca e naquela idade não requer muito sol, e além do mais, muito sol na cabeça e menopausa é um autêntico “cocktail molotov”… Esta amiga, com um “brushing” e “manicure” feitos em casa, vestida com um fato completo (calça/casaco) cor de rosa barbie com camisa de seda branca e uns botins pretos de salto agulha teimava em equilibrar-se em cima de tudo, dos saltos, do cinto que pretendia marcar uma cintura numa linha que já era invisível, do soutien que não cumpria a sua função, de suporte das “meninas”, que estava mais para bengala, já só amparava as ditas “meninas”, tentava equilibrar-se em cima de um louro com retoques recentes nas raízes, em cima da idade, e sobretudo em cima da vida, uma vida que ela não tinha desejado, que lhe tinha caído nos braços, que ainda hoje se lamentava do que passou com o divorcio e as partilhas, e os filhos, que só ela é que sabia…
A outra amiga, não tinha histórias de divórcios, nem de filhos, nem de coisa nenhuma, mas também sabia o que era separação, porque apesar de não ter casado no papel então não tinha vivido tantos anos com aquele estafermo? Não valia nada o gajo, rico tempo perdido. Ela também “equilibrista”. Também se tentava equilibrar um cima de umas botas altas de salto agulha, em cima de uma permanente com franja já cortada em casa, tentava equilibrar os óculos de armação de ferro na ponta do nariz e tentava sobretudo equilibrar a idade em cima daquele corpo. Era magra, de uma magreza que só consegue quem nunca casou e ganha pouco e fuma muito. Gabava-se de homem nenhum lhe por as patas em cima. Ai não, ninguém mandava nela! Que gostava de ter a liberdade de gastar o dinheiro dela como quisesse, que outro dia entrou naquela loja do chinês lá ao pé do snack e comprou aquele vestido só porque gostou, que não precisa porque tem muitos, mas gostou e comprou, que se vão os dedos mas ficam os anéis (e os vestidos, digo eu), mas que isso para ela era liberdade, comprar um vestido no chinês sem ter que dar explicações onde gasta o dinheiro. Que ela para ter um homem, era um para a ajudar, não para ainda dividir. Por exemplo o Carlos, para que é que ela precisava dele?
A amiga contrariou, que ela que não fosse assim, que ele até era muito amigo dela, que a ajudava muito. Sim, sim, ajudava… não ajudava nada era o que era. O que era ajudar? Ir buscá-la ao autocarro ao campo grande e leva-la ao trabalho? Para que é que ela precisava disso? Para isso ela tinha o metro, e até tinha o passe que dava até lá! Sim, porque era para isso que ela tirava o passe todos os meses, que não precisava dele para isso, isso não era ajudar. Para que é que ela precisava de um homem? Ela tinha tudo. Podia comprar os vestidos que quisesse no chinês e tinha o passe que dava para o metro. E olha, tinha comprado aquelas botas que tinham sido uma pechincha mas que passavam por bem caras!
A amiga dizia que um homem fazia muita falta, que principalmente quando se tem filhos eles respeitam mais o pai, um pai que se dê ao respeito, não como o que fez o dela, que os abandonou na idade quando eles mais precisavam dele.
Para que é que as mulheres precisam de um homem? Se eles nem bons pais sabem ser, são uns estafermos, não servem para nada, quer dizer, concluíram as amigas, lá vão servindo sempre para a mesma coisa, desde que tivessem jeito para aquilo, nisto as duas amigas estavam de acordo, mas havia uma condição, tinha que ser quando elas quisessem, sim porque isto agora já eram elas quem mandavam, ai sim, que já lá ia o tempo em que bastava eles chegarem que elas aceitavam, ai não, hoje eles têm que merecer e a elas que lhes apetecer.
A utilidade dos homens ficou assim reduzida a uma única função “descalçar as botas” destas amigas, quando elas precisassem.
Bem é como dizia uma amiga minha esta manhã, que teve um acidente com o fecho das botas: “conclusão: é para estas coisas que os maridos fazem muita falta, para "DESCALÇAR BOTAS"...
Ontem, estava eu a deliciar-me debaixo de uns raios de sol á beira-rio, quando a conversa entre umas amigas sentadas num banco ao lado me chamou a atenção. Eram duas mulheres, na casa dos “quarentas”, sejamos simpáticas, loiras, como convém nessas idades, uma divorciada e pela proeminente barriga e pelo modo de vestir, digo eu, acredito que tenha tido um par de filhos e uns bons anos a cozinhar e a tratar de toda a casa, hoje, divorciada e com os filhos a dormirem até às 4 da tarde por terem chegado da discoteca as 8 da manhã, deu o grito do Ipiranga e decretou que já que eles não se dignam a almoçar com a mãe “nem aos domingos” ela ia deixar de fazer almoço e passar a almoçar fora porque até lhe saía mais barato e eles que comessem onde tinham estado até ás tantas da manhã, e por este motivo ela ali estava, a deliciar-se debaixo de uma sombra, sim porque aquela pele branca e naquela idade não requer muito sol, e além do mais, muito sol na cabeça e menopausa é um autêntico “cocktail molotov”… Esta amiga, com um “brushing” e “manicure” feitos em casa, vestida com um fato completo (calça/casaco) cor de rosa barbie com camisa de seda branca e uns botins pretos de salto agulha teimava em equilibrar-se em cima de tudo, dos saltos, do cinto que pretendia marcar uma cintura numa linha que já era invisível, do soutien que não cumpria a sua função, de suporte das “meninas”, que estava mais para bengala, já só amparava as ditas “meninas”, tentava equilibrar-se em cima de um louro com retoques recentes nas raízes, em cima da idade, e sobretudo em cima da vida, uma vida que ela não tinha desejado, que lhe tinha caído nos braços, que ainda hoje se lamentava do que passou com o divorcio e as partilhas, e os filhos, que só ela é que sabia…
A outra amiga, não tinha histórias de divórcios, nem de filhos, nem de coisa nenhuma, mas também sabia o que era separação, porque apesar de não ter casado no papel então não tinha vivido tantos anos com aquele estafermo? Não valia nada o gajo, rico tempo perdido. Ela também “equilibrista”. Também se tentava equilibrar um cima de umas botas altas de salto agulha, em cima de uma permanente com franja já cortada em casa, tentava equilibrar os óculos de armação de ferro na ponta do nariz e tentava sobretudo equilibrar a idade em cima daquele corpo. Era magra, de uma magreza que só consegue quem nunca casou e ganha pouco e fuma muito. Gabava-se de homem nenhum lhe por as patas em cima. Ai não, ninguém mandava nela! Que gostava de ter a liberdade de gastar o dinheiro dela como quisesse, que outro dia entrou naquela loja do chinês lá ao pé do snack e comprou aquele vestido só porque gostou, que não precisa porque tem muitos, mas gostou e comprou, que se vão os dedos mas ficam os anéis (e os vestidos, digo eu), mas que isso para ela era liberdade, comprar um vestido no chinês sem ter que dar explicações onde gasta o dinheiro. Que ela para ter um homem, era um para a ajudar, não para ainda dividir. Por exemplo o Carlos, para que é que ela precisava dele?
A amiga contrariou, que ela que não fosse assim, que ele até era muito amigo dela, que a ajudava muito. Sim, sim, ajudava… não ajudava nada era o que era. O que era ajudar? Ir buscá-la ao autocarro ao campo grande e leva-la ao trabalho? Para que é que ela precisava disso? Para isso ela tinha o metro, e até tinha o passe que dava até lá! Sim, porque era para isso que ela tirava o passe todos os meses, que não precisava dele para isso, isso não era ajudar. Para que é que ela precisava de um homem? Ela tinha tudo. Podia comprar os vestidos que quisesse no chinês e tinha o passe que dava para o metro. E olha, tinha comprado aquelas botas que tinham sido uma pechincha mas que passavam por bem caras!
A amiga dizia que um homem fazia muita falta, que principalmente quando se tem filhos eles respeitam mais o pai, um pai que se dê ao respeito, não como o que fez o dela, que os abandonou na idade quando eles mais precisavam dele.
Para que é que as mulheres precisam de um homem? Se eles nem bons pais sabem ser, são uns estafermos, não servem para nada, quer dizer, concluíram as amigas, lá vão servindo sempre para a mesma coisa, desde que tivessem jeito para aquilo, nisto as duas amigas estavam de acordo, mas havia uma condição, tinha que ser quando elas quisessem, sim porque isto agora já eram elas quem mandavam, ai sim, que já lá ia o tempo em que bastava eles chegarem que elas aceitavam, ai não, hoje eles têm que merecer e a elas que lhes apetecer.
A utilidade dos homens ficou assim reduzida a uma única função “descalçar as botas” destas amigas, quando elas precisassem.
Bem é como dizia uma amiga minha esta manhã, que teve um acidente com o fecho das botas: “conclusão: é para estas coisas que os maridos fazem muita falta, para "DESCALÇAR BOTAS"...

2 Comments:
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Também servimos para abrir compotas etc. mas como já ensinei à minha como fazê-lo - já perdi essa utilidade!! E nem estive em casa para descalçar-lhe as botas ;P
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