Monday, March 05, 2007

Filmes & Estatuetas Compª Lda

No sábado, fui ver “Dreamgirls”… simplesmente maravilhoso!
A “não ídolo” Jeniffer esteve realmente merecedora do seu “Óscar”.
Este filme, “dreamgirls”, assentava basicamente na beleza da Beyoncé, na versatlidade do Eddie Murphy, na segurança do Danny Glover e no magnetismo que o Jamie Foxx emana de todos os poros daquele corpo abençoado por Deus!
Havia também uma “estreante” nestas andanças, a Jennifer Hudson, e contava-se também com o talento musical dela para dar voz e corpo a uma mulher que sabia que tinha talento, aliás, muito talento, mas que não tinha humildade… que sempre tinha tido um comportamento de “diva” mesmo quando andava a tentar “ter um lugar ao sol”.
Mas é com esta Jennifer que nós nos regalamos durante todo o filme. A artista principal, cabeça de cartaz, é completamente ofuscada pelo brilho desta.
Durante o filme, numa das cenas, ela diz, creio que ao assistente social, que não procurou trabalho porque a única coisa que ela sabe fazer é cantar, e mesmo na vida real, é cantar o que ela sabe fazer, mas a voz dela é um “pacote” repleto de talentos, dentro do qual vem todo o resto. Ela representa através da sua voz. É arrepiante ouvi-la cantar:

And I am telling you
I’m not going
You're the best man
I'll ever know
There's no way I can ever, ever go
No, no, no, no way
No, no, no, no way
I’m living without you
Oh, I’m not living without you, not living without you
I don’t manna be free
I’m staying,
I’m staying
And you, and you, and you
You're gonna love me

Esta mulher, Effie White, punha paixão em tudo o que fazia. Ela cantava com paixão. Cantava com esta força tremenda que só a paixão usa. E apaixonada que estava pela sua música, apaixona-se pelo homem que se apaixonou pela música dela.
Esta música, “and I’m telling you I’m not going”, é cantada por ela no momento em que perde tudo.

E na voz, na representação desta actriz há a dor da perda, o desespero de quem vê o seu mundo e os seus sonhos ruírem, o desespero do não saber o que fazer. O desespero, a dor, o sofrimento, a perda, tudo ali estampado no rosto, na voz, na expressão desta actriz merecedora do Oscar…

Encontramos a mesma dor, o mesmo desespero ali estampado no rosto, na voz, na expressão do actor Djimon (Diamante de Sangue), enquanto Solomon Vaddy, um pai separado da sua família, agarrado á vedação do campo de refugiados na Guiné com a sua mulher e filha do outro lado e o filho levado pelos rebeldes numa guerra que não era a sua.
Se a Jennifer representa tão bem através da sua voz, Djimon representa maravilhosamente bem através do seu rosto. Mesmo em silêncio, na busca constante do seu olhar, nas contracções do seu rosto nós vemos, lemos, sentimos e arrepiamo-nos com tudo o que naquele instante vai na cabeça e no coração daquele pai. A estatueta também devia ter ido para este actor…

Este domingo, fui ver “Diamante de Sangue”… simplesmente maravilhoso!

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