Friday, September 01, 2006

Os orgamos femininos

Os orgasmos femininos sempre fizeram muita confusão aos homens. Outro dia dizia-me um amigo meu, mas é que nós somos sinceros, nós entregamo-nos a 100% e vocês não, e como é que tu sabes, perguntei eu, quer dizer, nós nunca sabemos se vocês se entregam a 100% ou não, Ah, ok, e essa tua brilhante conclusão deve a que facto? Oh Mimi, é a verdade, nós nunca sabemos quando é que vocês nos estão a mentir.
E foi aí que eu percebi o busílis da questão, eles não estão preocupados com o orgasmo em si, eles estão preocupados com o facto de nunca saberem quando é que a mulher está a mentir regra geral, seja nos orgasmos seja no talão das compra na Mango.
Então o que os homens precisam de aprender é a descobrir quando é que a mulher mente. Será que a mulher apresenta algum sinal exterior na mentira? Dizem os especialistas nisso, aqueles que apanharam o Clinton, que quando mentimos o nosso nariz alarga, deve ser síndrome de pinóquio, mas será que isso resulta nas mulheres? Alguém verificou o nariz da Hillary quando dizia que acreditava na inocência do marido a 100%?
Dizem também que as pessoas coram. Ora, nas mulheres isso está fora de questão porque se houve coisa que geneticamente as mulheres herdaram das suas antepassadas foi a capacidade de corarem com a maior facilidade do mundo. Lá está o tal famoso “ruborizar” nos elogios, nos piropos, ao ler as cartas do apaixonado apesar de que hoje em dia é mais o email e “sms”.
Dizem ainda que as pessoas enquanto mentem começam a mexer-se muito, mexem nos cabelos por exemplo. Quem já viu uma mulher a falar, ou mesmo quieta, sem estar a mexer no cabelo?
Enfim, compreendo que fica mesmo muito difícil para os homens descobrirem se a mulher está a mentir ou a falar a verdade, mas eu no vosso lugar, homens, preferia sempre aceitar que em tudo ela me estaria a dizer a verdade. Dá menos dores de cabeça.
Porque imaginem o quadro. Passam uma noite maravilhosa e no fim, os dois totalmente exaustos, deitados lado a lado, os corpos ainda colados pelo suor que escorre, ela olha para ele e sorri, ele olha para ela e acariciando-lhe os cabelos pergunta:
-Então querida, foi bom?
E ela responde numa voz lânguida, com os olhos semicerrados de prazer:
- Hum… foi tão bom, mas tão bom mesmo…
Mas ao escutar essa resposta é assaltado pela duvida, “bolas! Epá! Ela deve-me estar a mentir! Será que sim? Será que foi mesmo bom? Epá…”, o coração começa a bater descompassadamente, ele já não consegue olhar mais para ela, levanta-se aproveitando uma desculpa qualquer mas a duvida permanece lá…
Não é muito melhor acreditar e não duvidar? Se ele fizesse como ela, teriam permanecido os dois enroscadinhos e a pensar: anda cá meu querido, vamos ficar assim abraçados, para a próxima vai ser melhor…

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