Mundial 2006
Menos ais, menos ais, menos ais, queremos muito mais!
Passamos a querer ter mesmo muito mais, mas muitos ais gritamos nós… O nosso Ricardo… Ai… quase que defendia aquela bola do Zidane… ai…
Com menos bandeiras nas janelas, mas com mais bandeiras penduradas nos carros lá fomos nós gritando muitos ais em cada jogo.
No jogo contra a Holanda até a Senhora de Caravaggio do Mr.Scolari teve um ataque cardíaco! Ouviu-se a Senhora de Fátima do Ricardo a desabafar lá do balneário: Ai rapaz que se o meu coração já não fosse de pedra era agora que eu ia desta para melhor!
Em Lisboa, que na altura estava engalanada com todos os santinhos populares aromatizados em sardinha assada, ouviu-se um estrondo! Era o Santo António que levando as mãos à cabeça ao cartão vermelho do Costinha deixou cair o menino ao chão.
Metade da população residente Portugal bem como a restante que por ai anda espalhada, teve que ser ligada à máquina para recuperação. Ainda estávamos a sair do soro quando recebemos a armada inglesa. Difíceis de afundar. Mas lá fomos lutando, com muitos ais, mas acreditando e querendo muito mais. Chegamos aos penalties. Os jogadores das duas equipas rezavam, oravam, kabalavam, mas pelos vistos, tal como diz o Ricardo, Deus é como ele, não fala inglês, ou então, digo eu, ficou com os ouvidos feridos com o “f….off” very british do Ronney, aliado às preces em português-madeirense do CRIST(ian)O Ronaldo, aquilo baralhou todo o sistema linguístico celestial e pronto, foi o desastre total para os lados dos ilhéus. O Britânico claro, que o ilhéu madeirense até se deu bem, e para quem tivesse duvidas lá se via o representante do momento a tratar Deus num “tu-a-tu”: Tu ai em cima! Tu ai em cima!
Os portugueses após a guerra dos penalties, desligaram-se das máquinas e do soro e ligaram-se à imperial. Foi a vitória do barril!
Muitas buzinadelas depois lá estávamos nós já prontos a celebrar a vitória contra os galos azuis. Milagres existem e nós, cheios de fé, já acreditávamos no milagre do “maçon” português que ganha a “loterie” e compra a casa do patrão que ele construiu, tijolo a tijolo e andou para ali a encher a placa “ao balde”. Anos a anos a trabalhar “no preto” em França e agora nós ganhávamos a esses presunçosos às claras para o mundo todo ver.
Muitos ais, muitos ais, muitos ais… muitos ais se ouviram em todo o sitio onde houvesse um Português… Mas lá estava o carrasco Zidane a maltratar a nossa equipa.
Mas há uma coisa que eles não conseguiram ganhar, o brilho da nossa equipa. Brilhamos mas infelizmente não marcamos.
Mas houve neste jogo um prémio que pertence à França, e a César o que é de César. Foi o do jogador MAIS FEIO em campo. Viram bem aquele Riberi? Bem o homem deve ser o fruto de uma louca e tempestuosa noite de amor que existiu entre a irmã do corcunda de notre dame e o Frankenstein. Se eles não tivessem ganho ao Brasil se calhar ate o Pintaguy lhe oferecia uma plástica mas sendo assim, TA FORA!

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